segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
gay nada vale
Sempre tive vontade de fazer o bem mais que a maioria das pessoas e não sabia o porquê. Hoje sei: porque sempre senti-me inferior, e também porque inferiorizavam-me. Não há como explicar algo que dizem para ti e te fazem seguir, como por exemplo, essa necessidade de ser competente, fazer a melhor comida, de ser um exímio profissional, se estar em vários lugares sempre a sorrir, e sempre reconhecido como o formador, aquele que se tornou um grande arquétipo entre os viventes..
Tudo balela diante da urgência da vida, diante de uma página esquecida, diante de um folha nova de alma viva.Eu sinto hoje que não precisava ter estudado ou feito a melhor feijoada, bastava existir, ser ético é ser simplesmente. A geração posterior à minha diz de um novo momento, quando ser gay passa apenas por ser gente e ser,pois não preciso ser melhor para ser aceito, basta estar direito comigo e com o outro, reconhecer-se humano, basta olhar nos olhos do inimigo, que sempre colocou-nos em uma posição social inferior.
A sociedade heteronormativa diz-me ,sem que eu a houvesse peguntado, que eu deveria ser bom para estar nela, senão não estaria, porque cheguei, segundo eles, com defeito de fábrica, e esse defeito só pode ser concertado ( de concerto mesmo) se houver harmonia entre o que se diz e aquilo que eu faço
EU SOU GENTE e ser gente é maior e mais importante que tudo. ser gente é saber-se humano , e, portanto, imperfeito. Sempre pensei que nada valia porque ouço tanto quanto ouvia, as pessoas dizerem que gay nada vale, pois quando não serve para sexo, ou ser útil, deve ser eliminado.
Se eu nada valho, porque então existo? Por que ser, se meu ser é caduco desde a essência? Hoje tenho a resposta: existir tão somente
por mim, simplesmente por mim mereço ser sem ter qualidade para o outro. E ter qualidade de vida é não achar-se inferior , e por não achar-se inferior, não ser gentil somente para ser aceito.
"olha , ele é gay, mas.... ( o cara ou a menina pede um favor) ,pois,acredite, a maioria das pessoas só te procuram quando tens algo que os ajude .
sempre desconfiei das amizades entre héteros e gays, pois sempre achei que os últimos.
são considerados como se tivessem a obrigação de fazer um favor ao outro sem que este tenha pedido ou precisasse. "Olha como somos bonzinhos com a bicha do bairro! olha como ela, minha filha, até cumprimenta o degenerado! "Cresci ouvindo isso a meu respeito e a respeito de outros gays, e sei que isso é errado, porque não devemos absolutamente nada a essa sociedade puritana e hipócrita, e posso sim ser colega de um hétero, mas sempre em igualdade de condições, sempre na perspectiva de que todos somos humanos e que não há cidadão de primeira e de segunda. Não somos arroz, somos pessoas...
Então te toleram porque não podem te matar com tanta facilidade, como em outrora. E existem muitas formas de se matar a dignidade de alguém.
A maior mudança, e hoje penso nisso como um feliz indicador de nosso dias ,está na não obrigatoriedade de ser "melhor", mesmo porque melhor não há nem nunca houve, mas simplesmente ser o que você é, sendo gay, negro, hétero ou mulher, e conversando com om homem hétero e branco, que é o principal discriminador e escravagista, avisar-lhe não mais seremos sobressalente de amizade, pois agora estamos em igualdade de condições, ou pretendemos, e não preciso mais vou fingir que gosto de você para ser aceito em seu círculo.hoje tenho o meu.
Posso nada valer, mas hoje, te digo que sou dono de mim, de minhas incertezas, medos e prioridades, que não vejo-me inferior aos héteros, que não sou menos que os brancos, que não devo ser amigo somente porque me sinto um lixo, ou sentia-me.
Diferente de tudo isso, eu saúdo o sol, a borboleta e o dia, eu saúdo sua companhia como sendo um complemento. para que me heternomatizar? A dor d'alma é minha ou é sua pretensa ideologia fajuta que me escraviza e faz com que eu me desdobre em ser bom somente para te agradar, como se houvesse um dívida social que não há.
Sempre foi assim, daí, o número imenso de suicídios no meio lgbtt, daí a baixa autoestima que nos faz mendigar amizade de quem em outros tempos nem conversaríamos, que nos faz ver a agressão cotidiana cotra nós,como algo necessário , e feita por "pessoas de bem".
Pessoas de bem se confundem com "pessoa de bens" e essa confusão cria a indiferença e desrespeito.
Não mais pretendo ser amigo ou desejar a caridade de quem me detesta somente porque existo e respiro o mesmo ar que ela.
Acabou... existem muitas pessoas realmente bacanas, e é perto destas que quero estar, não mais como um devedor social de uma dívida inexistente, mas como um cidadão digno e dono de direitos. Posso lutar até o limite dos dias para que essas relações se harmonizem e para que eu sinta que não tenho que fabuloso, ou fazer a melhor receita, ou receber muito bem em quem que que seja. Basta ser EU mesmo, e já conquisto a mim e, por conseguinte, as pessoas quem me respeitam sem salientarem a necessidade de qualquer fantasmagórico Ônus perverso.
O maior desafio para o meio lgbtt, no brasil, é aprender a reconhecer-se e saber-se dono de direitos. Pois quado isso acontecer, não mais mendigaremos amizade de pessoas de bem ou bens,, mas estaremos ao lado de quem não tem medo de colocar-se no lugar do sofrimento do outro e partícipe da alegria de todos.
todo mundo tem valor, e em nome disso continuarei alutar por melhores dias para mim e para meus irmãos ideologicamente escravizados e capachos de quem nem ao menos se respeita. Não precismos deste tipo de amizade. Criamos pois posso próprio círculo e as pessoas de bom coração, éticas, essas sim pessoas de bem estão convidadas a construir esse novo momento conosco..
O que nada vale é a ignorância, o machismo, o racismo e a burrice aliadas ao fanatismos religioso.
hoje sei que tenho valor e, se quiseres comer da minha feijoada, se for o caso faço, se for outro caso,te indico o bar da esquina.
Tudo balela diante da urgência da vida, diante de uma página esquecida, diante de um folha nova de alma viva.Eu sinto hoje que não precisava ter estudado ou feito a melhor feijoada, bastava existir, ser ético é ser simplesmente. A geração posterior à minha diz de um novo momento, quando ser gay passa apenas por ser gente e ser,pois não preciso ser melhor para ser aceito, basta estar direito comigo e com o outro, reconhecer-se humano, basta olhar nos olhos do inimigo, que sempre colocou-nos em uma posição social inferior.
A sociedade heteronormativa diz-me ,sem que eu a houvesse peguntado, que eu deveria ser bom para estar nela, senão não estaria, porque cheguei, segundo eles, com defeito de fábrica, e esse defeito só pode ser concertado ( de concerto mesmo) se houver harmonia entre o que se diz e aquilo que eu faço
EU SOU GENTE e ser gente é maior e mais importante que tudo. ser gente é saber-se humano , e, portanto, imperfeito. Sempre pensei que nada valia porque ouço tanto quanto ouvia, as pessoas dizerem que gay nada vale, pois quando não serve para sexo, ou ser útil, deve ser eliminado.
Se eu nada valho, porque então existo? Por que ser, se meu ser é caduco desde a essência? Hoje tenho a resposta: existir tão somente
por mim, simplesmente por mim mereço ser sem ter qualidade para o outro. E ter qualidade de vida é não achar-se inferior , e por não achar-se inferior, não ser gentil somente para ser aceito.
"olha , ele é gay, mas.... ( o cara ou a menina pede um favor) ,pois,acredite, a maioria das pessoas só te procuram quando tens algo que os ajude .
sempre desconfiei das amizades entre héteros e gays, pois sempre achei que os últimos.
são considerados como se tivessem a obrigação de fazer um favor ao outro sem que este tenha pedido ou precisasse. "Olha como somos bonzinhos com a bicha do bairro! olha como ela, minha filha, até cumprimenta o degenerado! "Cresci ouvindo isso a meu respeito e a respeito de outros gays, e sei que isso é errado, porque não devemos absolutamente nada a essa sociedade puritana e hipócrita, e posso sim ser colega de um hétero, mas sempre em igualdade de condições, sempre na perspectiva de que todos somos humanos e que não há cidadão de primeira e de segunda. Não somos arroz, somos pessoas...
Então te toleram porque não podem te matar com tanta facilidade, como em outrora. E existem muitas formas de se matar a dignidade de alguém.
A maior mudança, e hoje penso nisso como um feliz indicador de nosso dias ,está na não obrigatoriedade de ser "melhor", mesmo porque melhor não há nem nunca houve, mas simplesmente ser o que você é, sendo gay, negro, hétero ou mulher, e conversando com om homem hétero e branco, que é o principal discriminador e escravagista, avisar-lhe não mais seremos sobressalente de amizade, pois agora estamos em igualdade de condições, ou pretendemos, e não preciso mais vou fingir que gosto de você para ser aceito em seu círculo.hoje tenho o meu.
Posso nada valer, mas hoje, te digo que sou dono de mim, de minhas incertezas, medos e prioridades, que não vejo-me inferior aos héteros, que não sou menos que os brancos, que não devo ser amigo somente porque me sinto um lixo, ou sentia-me.
Diferente de tudo isso, eu saúdo o sol, a borboleta e o dia, eu saúdo sua companhia como sendo um complemento. para que me heternomatizar? A dor d'alma é minha ou é sua pretensa ideologia fajuta que me escraviza e faz com que eu me desdobre em ser bom somente para te agradar, como se houvesse um dívida social que não há.
Sempre foi assim, daí, o número imenso de suicídios no meio lgbtt, daí a baixa autoestima que nos faz mendigar amizade de quem em outros tempos nem conversaríamos, que nos faz ver a agressão cotidiana cotra nós,como algo necessário , e feita por "pessoas de bem".
Pessoas de bem se confundem com "pessoa de bens" e essa confusão cria a indiferença e desrespeito.
Não mais pretendo ser amigo ou desejar a caridade de quem me detesta somente porque existo e respiro o mesmo ar que ela.
Acabou... existem muitas pessoas realmente bacanas, e é perto destas que quero estar, não mais como um devedor social de uma dívida inexistente, mas como um cidadão digno e dono de direitos. Posso lutar até o limite dos dias para que essas relações se harmonizem e para que eu sinta que não tenho que fabuloso, ou fazer a melhor receita, ou receber muito bem em quem que que seja. Basta ser EU mesmo, e já conquisto a mim e, por conseguinte, as pessoas quem me respeitam sem salientarem a necessidade de qualquer fantasmagórico Ônus perverso.
O maior desafio para o meio lgbtt, no brasil, é aprender a reconhecer-se e saber-se dono de direitos. Pois quado isso acontecer, não mais mendigaremos amizade de pessoas de bem ou bens,, mas estaremos ao lado de quem não tem medo de colocar-se no lugar do sofrimento do outro e partícipe da alegria de todos.
todo mundo tem valor, e em nome disso continuarei alutar por melhores dias para mim e para meus irmãos ideologicamente escravizados e capachos de quem nem ao menos se respeita. Não precismos deste tipo de amizade. Criamos pois posso próprio círculo e as pessoas de bom coração, éticas, essas sim pessoas de bem estão convidadas a construir esse novo momento conosco..
O que nada vale é a ignorância, o machismo, o racismo e a burrice aliadas ao fanatismos religioso.
hoje sei que tenho valor e, se quiseres comer da minha feijoada, se for o caso faço, se for outro caso,te indico o bar da esquina.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
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